Autoria: Enf(a) Me. Janaina Eduarda Amarante Gonçalves Bispo – Analista em Saúde Pública na FUNESA.
Diverticulite pode ser definida como um processo inflamatório nos divertículos. Essa é uma condição que ocorre no intestino grosso, mais especificamente no cólon. Os divertículos são bolsas que se formam na parede do intestino por afecção, ou seja, por dano à mucosa do intestino grosso, como herniação que causa lesão vascular, caracterizando-se enquanto afecção diverticular (erosão da mucosa), causada muitas vezes, pelo aumento de pressão intraluminal.
A diverticulite pode ser classificada de duas maneiras:
– Simples: Ocorrência de reação inflamatória que permanece contida. Responde bem a medidas clínicas.
– Complicada: Ocorrência de abscesso, perfuração, fístula ou obstrução com ruptura. Podendo progredir e erodir.
Sinais e sintomas
A doença diverticular apresenta um conjunto de manifestações associáveis à diverticulose, a principal: dor abdominal inespecífica. Também há ocorrência de pacientes com diverticulite assintomática, como também diverticulite complicada, que resulta em obstrução intestinal, formação de abscesso, peritonite ou fístula (conexão anormal entre duas partes do corpo que normalmente não se comunicam). A dor associada é sinalizada no quadrante inferior esquerdo, o que ajuda a descartar a suspeita de apendicite, entre outras causas de abdômen agudo inflamatório. Podem ocorrer queixas quanto a náuseas, percebem-se vômitos e alterações intestinais. Febre também é comum e leucocitose (aumento da taxa sanguínea de leucócitos acima do limite superior da normalidade).
Diagnóstico
Além dos exames clínicos, são necessários exames de imagem, como Ultrassonografia (US) e Tomografia Computadorizada (TC) do abdômen. Ambos são necessários com alto grau de acurácia.
Ocorre em jovens, adultos e idosos
Apesar de ocorrer em variadas idades, a diverticulite atinge mais pessoas idosas, porém os estudos apontam ocorrência em jovens e pessoas de ambos os sexos. É importante investigar sinais precoces de diverticulite aguda para que assim tente-se evitar o desenvolvimento de diverticulite complicada.
Tratamento
O tratamento dependerá da estratificação da gravidade da doença e diante da classificação, se diverticulite não complicada ou complicada. Assim, deve-se realizar um planejamento de cuidados. A antibioticoterapia pode ser indicada em caso de infecções e ou diverticulite complicada. Em caso de falência de tratamento não cirúrgico, e doença com oclusão ou fístula, indica-se a intervenção cirúrgica.
Fontes:
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