Meningite

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Você sabia?
A MENINGITE É UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA, POR SER UMA IMPORTANTE CAUSA DE MORBIDADE E MORTALIDADE, PODENDO RESULTAR EM GRAVES SEQUELAS NEUROLÓGICAS E EM ÓBITO, PRINCIPALMENTE NA FAIXA ETÁRIA PEDIÁTRICA (1).

A meningite caracteriza-se por uma inflamação que envolve as membranas cerebrais e o líquido cefalorraquidiano (LCR) e que esta inflamação geralmente está associada a vírus, bactérias, fungos, parasitas e até a causas não infecciosas, como cistos ou tumores intracerebrais, medicamentos e doenças inflamatórias, sendo o homem o reservatório da doença, tendo a nasofaringe como local de colonização do microrganismo (1,2).

Esta doença quando se apresenta na forma de doença invasiva, caracteriza-se por uma ou mais síndromes clínicas, sendo a meningite meningocócica a mais frequente delas e a meningococcemia a forma mais grave (2).

O modo de transmissão acontece pelo contato direto de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias de pessoas infectadas, assintomáticas ou doentes (2).

O período de incubação é em média, de 3 a 4 dias, podendo variar de 2 a 10 dias. Após a colonização da nasofaringe, a probabilidade de desenvolver doença meningocócica invasiva dependerá da virulência da cepa, das condições imunitárias do hospedeiro e da capacidade de eliminação do agente da corrente sanguínea (2).

O período de transmissibilidade persiste até que o meningococo desapareça da nasofaringe. Em geral, a bactéria é eliminada da nasofaringe após 24 horas de antibioticoterapia adequada (2).

A chance de contrair a doença é geral, entretanto, o grupo etário de maior risco são as crianças menores de 5 anos, principalmente as menores de 1 ano (2).

Em geral o quadro clínico da meningite independe da etiologia, cursando com um conjunto de sintomas que caracterizam esta patologia, como febre, vômito, cefaleia, rigidez de nuca, sinal de Kernig e/ou Brudzinski, petéquias. Casos mais graves podem evoluir com coma e até mesmo o óbito (1).

A meningite é uma doença de notificação compulsória imediata. Os casos suspeitos ou confirmados devem ser notificados por profissionais de saúde em até 24 horas, e a notificação deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) (3).

REFERÊNCIAS

1. Santos JC, Borges KNG, Paiva BG, Quirino HV, Ferreira ALCCA. M eningite na infância: uma análise das internações hospitalares no Brasil. Rev Cient Esc Estadual Saúde Pública Goiás “Cândido Santiago”. Vol. 7. Goiás, 2021.

2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde: volume único. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. 3. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 204 – Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública. Diário Oficial da União, Brasília: Ministério da Saúde, 2016.